segunda-feira, 27 de abril de 2009

Vedettíssima


A idéia de ir a um "teatro de revista" em Buenos Aires era antiga. Passeando em Mar del Plata ou em Carlos Paz, há alguns anos, ficávamos assustados com a quantidade de gente na frente dessas espécies de Moulin Rouge. De todos os tipos: velhos, senhoras, jovens, casais. Um equivalente nos pareciam ser os tais besteiróis cariocas, sempre tão tolos. Mas os cartazes com suas mulheres e homens semi-vestidos prometiam mais.

Ontem fomos com Davis e Naza. Para ver Vedettísima, com uma das vedetes mais antigas da Argentina: a tal Carmen Barbieri, grande elenco, todos conhecidos-desconhecidos (María Eugenia Ritó, Silvina Luna, Matías Alé) e direção de Santiago Bal. Isso no teatro mais antigo de Buenos Aires, o Teatro Liceo (de 1872 ou algo assim), que vale a visita embora, como tudo, com uma bela aura decadente. Custou caro, $80.

Com os ingressos mais baratos, no último andar, me arrependo (porque estava vazio atrás de nós) de não ter levado câmera fotográfica. Talvez o blog aumentasse suas visitas. Sessões de meio striptease, pouco sensuais, mas sem constrangimento. Danças de um erotismo curioso diante da multiplicação de silicones. Tudo mesclado (ou será o contrário?) com esquetes de humor tipo A praça é nossa, ou stand-up CQC, além da presença de Carmen, vedetíssima, com suas homenagens ao pai ator, um discurso sobre a superação da carreira, luvas de box, mágicas. Inesquecível.