Num fim de tarde, fomos ao Macro: Museu de arte contemporânea de Rosário, com Miriam. Está num prédio que foi um antigo depósito de grãos, que embora não tenham função museográfica, foram coloridos para a cenografia exterior do museo. O museu evidencia o abandono e a gradativa, e atual, recuperação da região próxima ao rio, em cuja margem a cidade se estabeleceu. Num dos andares, havia uma mostra de vários fotógrafos. Julio Pantoja, um deles, fez fotos do norte da Argentina preocupado com o crescimento destruidor das plantações de soja. Menos interessado pela paisagem do que pelas pessoas, fotografou cada família resistente contra um pano branco, sem esconder a encenação, os outros que seguram o pano, o recorte que faz da realidade. Como se fosse um anti-Sebastião Salgado, é menos dramático, mais verdadeiro.
